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INTRODUÇÃOA FUNDAÇÃO LUSÍADA é uma instituição filantrópica responsável pela manutenção do Centro Universitário Lusíada – UNILUS e do Colégio UNILUS e que contribui com diversos projetos sociais na baixada santista e, atualmente, através do PROJETO ACADÊMICO DE ASSISTÊNCIA AOS POVOS INDÍGENAS beneficiará comunidades isoladas no estado do Mato Grosso – Brasil. De acordo com o presidente da Fundação: “O diferencial de uma entidade ocorre a partir do comprometimento das pessoas que nela trabalham”, e esse comprometimento não é apenas com a prestação de serviços educacionais, mas também com a cidadania.
A GMFC toma por suas bases a prática humana da medicina que é fundamental ao acadêmico em formação, por isso a necessidade da interação entre aluno e comunidade em todos os níveis de atendimento, desde o mais simples, como em comunidades isoladas, até o mais complexo, como no Hospital Guilherme Álvaro. Através do convívio com a realidade local, os acadêmicos terão a oportunidade de vivenciar a importância da relação, meio ambiente – comunidade – família – indivíduo como determinante do processo saúde-doença e na manifestação da História Natural da Doença. Vale ressaltar a importância do nosso reitor e presidente da FUNDAÇÃO LUSÍADA Dr. Nelson Teixeira que tanto incentivou a fundação dessa associação e que colabora com a sua manutenção. O PROJETO ACADÊMICO DE ASSISTÊNCIA AOS POVOS INDÍGENAS é, portanto, uma parceria entre os alunos e a FUNDAÇÃO LUSÍADA e, será apoiado no tripé: promoção de saúde, formação acadêmica e formação de lideranças nas comunidades auxiliadas. Por isso entende-se que as atividades serão divididas em três frentes: assistência básica a saúde, coleta de dados para orientar novas visitas e palestras em medicina preventiva à comunidade. O projeto é um exercício consciente da ética e da cidadania que almeja uma formação médica mais humanizada e de atenção integral à saúde e à dignidade da população indígena. Assim, pretende-se fortalecer o compromisso do acadêmico de medicina com o atendimento humanizado, com a responsabilidade social e a vigilância à saúde. As atividades têm por base a aplicação dos conhecimentos básicos de Clínica Médica, Epidemiologia, Medicina Baseada em Evidências e Parasitologia, sendo assim, o projeto estende-se aos acadêmicos entre o terceiro e o sexto ano da graduação de medicina. Acadêmicos do primeiro ou segundo ano só serão aceitos no projeto em vista de necessidade de suporte. Durante o voluntariado o aluno terá outra interpretação dos indicadores de saúde apresentados nos livros e artigos vistos, deparando-se com condições reais de atendimento e com o desafio de trabalhar num ambiente desprovido dos recursos auxiliares de diagnóstico. Através da triagem ambulatorial pretendemos realizar a identificação do paciente e o seu perfil sócio-econômico e demográfico no qual está inserido. Durante a anamnese, o paciente tem início à sua triagem conduzida por acadêmicos, que posteriormente realizam o exame físico geral e específico e, na última semana do voluntariado, discutem o caso com um médico orientador para que, juntos, possam decidir a melhor conduta para o paciente. Uma vez definida a conduta, o paciente será encaminhado, quando necessário, ao serviço de apoio responsável pela assistência a aquela comunidade. Sendo assim, busca-se contribuir para a melhoria nas condições de saúde da população. Também serão realizadas atividades de esporte e lazer que promoverão a integração entre os acadêmicos voluntários e a comunidade. Concomitantemente aos atendimentos, o projeto desenvolverá um programa de promoção da saúde na comunidade, realizando palestras educativas para a população local e agentes de saúde. A formação de grupos de discussão entre os voluntários da missão, profissionais de saúde local e integrantes da comunidade possibilitará o intercâmbio de conhecimento. |